Família · Relacionamentos · Saudades

O inesperado

Já falei sobre planos e, consequentemente, sobre o inesperado. Devido às circunstâncias, decidi retomar o assunto sobre esse último. E, também devido a essas mesmas circunstâncias, tenho dificuldades para escolher as palavras.

Mais uma vez, a vida mostrou que, não importa o que se faça, tudo segue seu fluxo natural. Há interferências, de fato. Mas, no geral, as coisas seguem para um mesmo fim.  Nossos objetivos  e sonhos no guiam, mas, no final das contas, são os desvios que a vida (ou o destino, para os que acreditam) proporciona que nos levam ao clímax.

Esse clímax na maioria das vezes (se não sempre) é uma surpresa. Uma surpresa que pode ser muito boa, mas também ruim. Uma surpresa inevitável.

Quando bom, sentimos a realização, a alegria. A sensação de dever cumprido.

Quando ruim, vivenciamos a dor da perda. Negação. Isso não pode ter acontecido, não comigo. Raiva. Como a vida pode me levar a isso! Barganha. Por favor, por favor… só mais uma chance… Depressão. Jamais vou superar. AceitaçãoTenho que focar no futuro.

E é a aceitação que nos permite entender e adquirir experiência. Crescer e evoluir. Mas, acima de tudo, nos torna pessoas mais fortes, que conseguem encarar seus arrependimentos e olhar para o passado com nada além de saudades.

Descanse em paz, vó.

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