Banalidades · Cotidiano

Tô doente

E, claro, eu sou daquelas pessoas que fica totalmente na cara quando tá doente: palidez, ponta de nariz vermelho, olheiras assustadores e, como não poderia faltar, a belíssima voz de traveco. Porque pseudo-voz-de-traveco eu já tenho – alguns anos atrás, na parada gay da minha cidade, o traveco que berrava a favor do direito dos gays tinha a voz idêntica a minha. E três homens tentaram ficar comigo. Como acabar com a autoestima de alguém em um dia.

Mas o pior de ficar doente é que a vida não para, por mais que você deseje profundamente que ela pare. O ritmo enlouquecedor continua, as tarefas continuam, as cobranças continuam e tudo o que você consegue pensar é em chegar em casa o mais cedo o possível e desmaiar na cama, desejando acordar toda linda e glamourosa, como se em momento algum você estivesse quase em estado de decomposição. Mas, não. Sua única alternativa é rezar por professores compreensivos que te deixem ficar quietinha no seu canto, já que sua cabeça está estourando e você mal consegue ficar de olhos abertos, quanto mais elaborar um raciocínio, por mais simples que ele seja.

E ai chega o momento da decisão drástica. Ficar com o nariz ruim e dores de garganta e de cabeça mas ter a compreensão de todo mundo ou se dopar de remédio e passar uma aparência de sonada e avoada? Bom, zumbi por zumbi (e com o agravante da voz de travecão, óbvio), eu sou mais ficar sem dor.

Na real, eu sou mais que tudo isso passe logo, pra rotina voltar ao normal. Ah, é.

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