Família · Reflexões

O Natal para mim

IMG_5279
Sharapova deseja a vocês um Feliz Natal ❤

Fui batizada na Igreja Católica e fiz 1ª Comunhão. Mas posso contar na mão quantas vezes fui em uma missa que não fosse de casamento ou de 7º dia. Nunca me considerei católica (e não me considero). Sempre tive minha religiosidade, minhas crença, e preferi não vinculá-las a nenhuma religião. E estou satisfeita assim.

O Natal nunca teve para mim o significado que tem para os outros cristãos: aquele momento de orações e de agradecer a Cristo pelo que fez por todos. Entendo que esse é o verdadeiro motivo do Natal; o jeito que todas as pessoas em tese deveriam (e espera-se que assim o façam) encará-lo.

Veja bem, o fato de eu não encarar essa data com olhos voltados para uma religião não faz com que eu a veja como um motivo para ganhar presentes, beber champagne e comer um monte de comida gostosa. Claro, tem comida gostosa. E champagne. E, eu sei que ninguém perguntou, mas tem uva passa e eu gosto dela.

Mas, se você me pedisse para definir o que o Natal é, para mim, eu responderia: FAMÍLIA. É aquele momento do ano que meus pais, meus sobrinhos, meus irmãos de sangue e, algumas vezes, os de coração se reúnem em volta de uma mesa. Para comer? Sim. Para beber champagne? Também, apesar de alguns na família serem abstêmios (oi, Marisa).

Mas, acima de tudo, para sermos gratos por termos uns aos outros, por podermos sempre contar uns com os outros.

Nem sempre eu soube definir tão rapidamente o que seria o Natal pra mim. Eu sabia que gostava da data, mas não conseguia definir exatamente o porquê. A ficha caiu no Natal de 2007.

A diferença desse Natal para os outros? Para começar, eu não passei com a minha família. Foi durante meu intercâmbio na Inglaterra. Eu fui com a consciência de que isso aconteceria. Com a certeza de que ficaria, indubitavelmente, com saudades. Mas com grandes expectativas de passar um Natal em uma nova cultura, com a calorosa acolhida da minha host family britânica.

Pode-se dizer que não teve nada de acolhida, quanto mais de calorosa. Eles não tinham muito interesse em mim, preferiam a distância, mas no dia 23 me convidaram para a ceia da véspera. Os avós estariam lá. A comida seria diferente (normalmente, eles me deixavam comida enlatada). Eu só deveria esperar no meu quarto o horário do jantar, que eles me chamariam.

E eu esperei, como combinado. Não podia assistir televisão, porque tinham pego o adaptador de tomada do meu quarto, não sei exatamente o motivo. E então, pouco depois da meia noite, eu fui até a cozinha pegar um copo de água e encontrei minha host mother dormindo no sofá da sala, com a cachorra. Ela acordou, irritada, e me repreendeu por levantar assim, no meio da madrugada. E quem pediu desculpas fui eu.

Minha “ceia” daquele ano foram os biscoitos que a host mother da minha amiga havia me dado de presente no mesmo dia.

Mas, tudo bem. São esses momentos de tristeza e saudades que fazem a gente refletir sobre as coisas que são realmente importantes pra gente.

E você: qual palavra define o seu Natal?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s